quinta-feira, 4 de junho de 2026

África do Sul : Mais de meia tonelada de cocaína apreendida no porto de Durban foi roubada de dentro de uma instalação policial

 Detalhes do Caso

O Roubo: 


Um total de 541 quilos de cocaína, avaliados em mais de R200 milhões de rands (cerca de 13 milhões de dólares), desapareceu de um escritório da unidade especial da polícia sul-africana (conhecida como Hawks), na cidade de Port Shepstone, província de KwaZulu-Natal.

Como aconteceu: 

Os criminosos invadiram o prédio policial por uma janela e conseguiram arrombar os armários reforçados onde as drogas apreendidas estavam armazenadas para servir de evidência.

A Origem: 

A carga havia sido interceptada e apreendida originalmente no próprio Porto de Durban após denúncias sobre carregamentos suspeitos. O porto é uma rota conhecida de trânsito para drogas vindas da América Latina com destino a outros continentes.

Investigações: 


O incidente gerou um enorme escândalo na segurança pública do país, sendo classificado por oficiais como uma "vergonha" para o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS). O caso motivou a criação de uma comissão de inquérito (Comissão Madlanga) e investigações contínuas para apurar a facilitação interna e a falta de integridade policial.

Descobertas Recentes das Investigações

A Farsa do Armazenamento:

 


O Coronel Jacob, comandante da força especial,  admitiu ter mentido aos seus superiores ao afirmar que havia "esgotado todas as opções" de armazenamento seguro em Durban. Ele confessou que tomou a decisão de enviar a carga para Port Shepstone (a mais de 100 km de distância) baseando-se apenas em suposições, sem consultar os batalhões locais.

Envolvimento da Cúpula:

 Oficiais investigados e testemunhas afirmam que os ladrões que levaram a droga possuem ligações diretas com a alta gerência dos Hawks. O próprio Coronel Jacob declarou acreditar que membros da corporação conspiraram ativamente com cartéis criminosos.

A "Segurança" Sabotada: 

A instalação de Port Shepstone já havia sofrido sete invasões na última década. No momento exato do roubo, o prédio não tinha câmeras de monitoramento (CCTV) operando e o alarme estava desligado, o que a investigação classificou como "um desastre desenhado para acontecer".

A Dança das Chaves: 


O chefe suspenso dos Hawks em KwaZulu-Natal, Major-General Lesetja Senona, é acusado de gerir as chaves do cofre de drogas sem seguir nenhum protocolo de segurança, entregando-as informalmente a subordinados.

O Novo Informante: 

Em um desdobramento recente, um suspeito sob custódia decidiu quebrar o silêncio e tornou-se delator  fornecendo informações consideradas altamente críveis que podem levar a prisões iminentes da liderança envolvida


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