Mais de 15 toneladas de drogas foram apreendidas desde o início da Operação Ágata Amazônia 2026, realizada pelas Forças Armadas brasileiras na faixa de fronteira do Amazonas com o Peru e a Colômbia. O balanço reúne apreensões de maconha do tipo skunk, cocaína, armas e materiais usados pelo narcotráfico em ações integradas na região do Vale do Javari divulgados até esta sexta-feira (8).
A operação é coordenada pelo Ministério da Defesa e executada pelo Comando Conjunto Harpia. Desde 6 de abril, militares da Marinha, Exército e Força Aérea atuam em áreas de difícil acesso para combater crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas, circulação ilegal de armas e crimes ambientais. A maior apreensão ocorreu durante uma operação espelhada entre Brasil e Peru, quando cerca de 14 toneladas de maconha do tipo skunk foram encontradas às margens do Rio Javari, em território peruano. A ação contou com a participação da Brigada de Selva 25 e da polícia antidrogas do Peru, além de tropas brasileiras da Marinha, Exército e Aeronáutica.
Além da droga, os agentes apreenderam quatro espingardas calibre .22, um fuzil Micro Galil calibre 5,56 mm, uma submetralhadora Micro Uzi calibre 9 mm, munições e coletes balísticos. Em outra ação, realizada na terça-feira (5), militares brasileiros e peruanos apreenderam 985 quilos de maconha durante patrulhamento no Rio Javari. Segundo as Forças Armadas, esta foi a maior apreensão já registrada em uma operação espelhada, estratégia em que tropas dos dois países atuam simultaneamente para impedir rotas de fuga de criminosos. Ainda durante as operações na região de fronteira, um laboratório rústico de processamento de drogas foi desativado no Igarapé Recreo, no Peru, próximo ao Rio Javari. No local, as forças de segurança apreenderam 1,5 tonelada de cloridrato de cocaína líquida, folhas de coca, uma trituradora industrial, combustível e outros materiais usados na produção de entorpecentes. Segundo as Forças Armadas, as ações têm como objetivo enfraquecer a logística das organizações criminosas que atuam na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. “A rota da tríplice fronteira gera muitos ilícitos e particularmente o tráfico ilícito de drogas. A importância desta operação é desarticular e afetar toda a organização criminosa que produz droga na zona”, afirmou o coronel do Exército do Peru, O'Connor.


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