sexta-feira, 15 de maio de 2026

Homem apontado como chefe de quadrilha que exportou 6 toneladas de cocaína do Brasil para a Europa é condenado a 37 anos de prisão

 


A Justiça Federal no Rio condenou a 37 anos de prisão o homem apontado como um dos chefes de uma quadrilha que exportou mais de 6 toneladas de cocaína do Brasil para a Europa.

De acordo com a sentença, Lindomar Reges Furtado não poderá recorrer em liberdade. Ele foi considerado culpado pelos crimes de tráfico internacional de drogas, pertencimento à organização criminosa e lavagem de dinheiro. Lindomar foi um dos alvos da Operação Turfe da PF, que em fevereiro de 2022 tentou prender 20 acusados de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína. Na ocasião, câmeras do condomínio de luxo onde ele fica a mansão onde ele morava, em Hernandárias, no Paraguai, perto da fronteira com o Brasil, flagraram o traficante saindo em um carro preto pelo portão principal do local, 50 segundos antes da chegada da polícia. Lindomar foi preso pela Polícia Federal em fevereiro do ano passado em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio. Antes disso, ficou três anos foragido.

Durante esse tempo, tentou mudar o rosto para permanecer foragido da Justiça nesses 3 anos: segundo a PF, ele fez harmonização facial, colocou lentes dentárias e usava perucas. Quando foi preso, Lindomar usava uma peruca. Além da mudança visual, Lindomar usava outro nome: Fabiano. Assim se apresentava a vizinhos do condomínio de luxo onde estava residindo no Recreio dos Bandeirantes.


Em seu interrogatório, diante do juiz, Lindomar preferiu ficar em silêncio. Segundo a sentença da Justiça Federal, "todas as provas reunidas no processo demonstram que Lindomar R. Furtado, ao lado de Cristiano Córdova Nascimento, era o líder de uma organização criminosa dedicada ao tráfico transnacional de cocaína. E, como tal, era o responsável pela negociação com os fornecedores da droga, na América do Sul, e com os seus compradores, estabelecidos principalmente em Dubai. Essas atividades também lhe conferiam preeminência na administração dos recursos financeiros do grupo, que eram depositados em contas bancárias no exterior e posteriormente, ao menos em parte, eram internalizados de maneira dissimulada no Brasil".


As investigações mostraram que a cocaína exportada pelo Porto do Rio era comprada da Bolívia e da Colômbia. De acordo com a sentença, os integrantes da organização criminosa " atuaram em toda a cadeia relacionada ao entorpecente: negociação da droga com compradores estrangeiros que a distribuiriam na Europa, aquisição da droga com fornecedores na Bolívia e na Colômbia, envio da droga para o Paraguai, importação da droga no Brasil, transporte da droga para cidades portuárias brasileiras, armazenamento da droga para aguardar o embarque, corrupção de agentes portuários para permitir a entrada da droga nos terminais e a violação dos contêineres nos quais ela seria introduzida clandestinamente e, por fim, logística de carregamento da droga nos contêineres destinados à exportação". A operação que investigou o esquema de tráfico internacional de drogas foi batizada de “Turfe” em alusão a Cristiano Córdova Nascimento, apontado como chefe do grupo criminoso junto com Lindomar. Cristiano era dono de dezenas de cavalos de corrida, alguns premiados, e segundo a PF, usava o turfe para lavar o dinheiro sujo do tráfico. No dia da operação, Cristiano foi preso ao desembarcar no Aeroporto Santos Dumont

Sem comentários:

Enviar um comentário

FLAGRANTE | 📍Nova Friburgo

  Policiais do #11BPM prenderam um homem em flagrante na tarde desta sexta-feira (29), durante ação realizada no bairro Conselheiro Paulino....