A Polícia Civil realiza, na manhã desta sexta-feira (22), uma operação para prender traficantes do Comando Vermelho (CV) no Complexo do Lins, na Zona Norte. Investigações identificaram criminosos responsáveis pela manutenção do domínio territorial armado da região, por roubos e outros crimes patrimoniais utilizados para financiar e fortalecer a facção. Dez pessoas já foram presas. Entre elas, está um homem, apontado como gerente do tráfico, que ficou ferido em confronto.
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) descobriu que o CV possui um núcleo altamente estruturado no complexo, com especialidade em tráfico de drogas, roubos de veículos, assaltos a transeuntes e ataques a instituições bancárias.
O grupo também atua na vigilância armada em acessos à região, com monitoramento em tempo real sobre a movimentação das forças de segurança, comunicando imediatamente deslocamentos de viaturas, blindados e aeronaves.
As apurações da Draco revelaram ainda que os criminosos utilizavam grupos restritos de comunicação para compartilhar ordens operacionais, alertas sobre ações policiais e coordenar atividades ligadas ao tráfico de drogas e à atuação armada da organização.
"Essa investigação já dura cerca de um ano. A gente conseguiu identificar o núcleo operacional dessa organização narcoterrorista sediada no Complexo do Lins. São indivíduos que fazem parte do tráfico de drogas, fazem monitoramento tanto de viaturas quanto da entrada e saída de veículos para evitar que a facção rival invada aquele território e fazem isso mediante emprego de arma de grosso calibre, além da venda da droga em diversos pontos do complexo", explicou o delegado Jefferson Ferreira do Nascimento, titular da Draco.
Paralelamente, investigações da 26ª DP (Todos os Santos) identificaram envolvidos em roubos de veículos, celulares, extorsões e outras práticas violentas destinadas à manutenção do poder bélico e financeiro da facção no complexo.
"Os elementos de inteligência reunidos demonstram o elevado grau de organização e divisão de tarefas do grupo, que atua de forma permanente para impor medo à população, garantir o domínio territorial e dificultar a atuação das forças de segurança", destacou a Civil.




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