terça-feira, 5 de maio de 2026

Thiago Rangel ofereceu cargo 'na educação' a 'Junior do Beco', traficante com histórico de homicídios, diz PF

 


O deputado Thiago Rangel, preso nesta terça-feira (5), ofereceu cargos na área da educação para pessoas indicadas por "Junior do Beco", um traficante com histórico de homicídios, dizem investigações da Polícia Federal.

Rangel foi preso no contexto da fase da operação "Unha e Carne" que tem como objetivo combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc). As irregularidades investigadas foram mostradas em uma série do RJ2.

O mandado de prisão, assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relata que, durante as investigações, foi identificada uma troca de mensagens entre Rangel e Fábio Pourbaix de Azevedo, apontado como braço direito do deputado.

Na conversa, Thiago envia um contato salvo como "Junior Beco" e pede para que Fábio entre em contato com ele, dizendo que tinha oito vagas de trabalho como “auxiliar de serviços gerais" disponíveis na educação, e que uma delas seria destinada a uma indicação de "Junior Beco", já que ele tinha solicitado duas vagas.

A decisão explica que Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido pelo apelido de “Júnior do Beco” tem uma extensa ficha criminal. O documento diz que ele foi "processado e condenado por diversos crimes, dentre eles homicídios simples e qualificado, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas". Ainda segundo as investigações, na mesma data, "Junior Beco" encaminha dois nomes para Fábio: Ildilene Rangel e Phâmela Batista da Silva. Três dias depois, o contato diz que teve um desentendimento com Phâmela e pede para Fábio "rasgar o papel" e substituí-la por Gleice Maria Batista da Silva.

A PF identificou que Gleice Maria é irmã de Junior Beco e mulher de Gleyson Barbosa Paes da Silva, que foi alvo da corporação em uma operação para desarticular lideranças do tráfico de drogas na região.

De acordo com o relatório da PF, Fábio foi preso em 2022 por suposta prática de compra de votos. Na ocasião, foram apreendidos R$ 39.000 em espécie e material de campanha de Rangel, então candidato.


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