domingo, 31 de maio de 2026

“Matei mais de 40 vagabundos”: traficante do TCP admite série de assassinatos em áudio anexado à Justiça

 


Um áudio atribuído ao traficante Bruno Siqueira, conhecido pelos apelidos de “Morrão”, “Professor” e “Sombra”, revelou detalhes chocantes sobre a atuação do Terceiro Comando Puro (TCP) em Teresópolis, na Região Serrana do Rio.








Apontado pelas investigações como integrante e uma das lideranças da facção criminosa TCP, o criminoso aparece se vangloriando de homicídios cometidos durante a disputa pelo controle de comunidades da cidade. 
A gravação foi citada em decisão judicial que manteve a prisão preventiva do acusado. Para a Justiça e o Ministério Público, o conteúdo demonstra a alta periculosidade do traficante e reforça os indícios de participação direta em execuções ligadas à guerra entre facções.

No trecho mais impactante do áudio, Bruno Siqueira afirma:


… Dentro de Teresópolis ninguém tem mais homicídio de que eu de Comando Vermelho, ninguém tem. Eu posso bater no peito e falar. Ninguém tem. Eu matei pra mais de 40 vagabundo aí dentro dessa porra aí, ninguém tem. Posso falar de cabeça erguida, pergunta ao Da Roça, pergunta a qualquer um. Até na cadeia, o cara do Amarelinho falou: ‘E aí mano, parou com aquela saga lá em cima?’ Falei: ‘parei nada’. Falou: ‘Que isso, rapaz?’ Eles ficaram apavorados, ficaram apavorados. Quando eu saí também, agora, fiz uma limpa, acabei com tudo, né mano?’”

Apesar de citar o “Comando Vermelho” no áudio, a própria investigação aponta que Bruno Sequeira atua ligado ao Terceiro Comando Puro (TCP), facção que disputa território e rotas do tráfico na Região Serrana. Segundo os autos, o traficante utilizava violência extrema para manter a hegemonia criminosa em comunidades de Teresópolis, além de intimidar moradores e rivais.  O processo também aponta que Bruno Siqueira e comparsas teriam ameaçado um policial militar e familiares do agente após apreensões de drogas e armas ligadas à facção. De acordo com o Ministério Público, os criminosos monitoravam a rotina da família da vítima e faziam promessas constantes de morte. Na decisão, o juiz destacou que o acusado “causava verdadeiro terror” em localidades antes consideradas pacíficas e que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública. Além da acusação de associação para o tráfico e coação no curso do processo, Bruno Sequeira possui antecedentes por tráfico de drogas e crimes envolvendo armas de fogo.


Por conta da gravidade dos fatos e do risco de reiteração criminosa, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do traficante. 
Ele foi preso na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio, em 2024.

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