A comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes — onde um casal foi assassinado na tarde de ontem — vive sob a influência direta de três grupos criminosos, em um cenário de disputa, tensão constante e medo entre moradores.
As vítimas foram Ygor e Ariane, que estava grávida. Segundo relatos, o casal havia ido até a comunidade buscar uma encomenda para o chá de bebê, quando acabou sendo executado.
De acordo com informações divulgadas pela página Milícia RJ News, o território estaria atualmente dividido: o Comando Vermelho (CV) domina uma pequena área no Pontal, enquanto o Terceiro Comando Puro (TCP) controla a maior parte da favela. Já milicianos atuam na cobrança de comerciantes, explorando economicamente a região.
Ouvida por veículos de imprensa do Rio, a família afirmou acreditar que o casal foi morto por engano. Segundo publicações da mídia, Ygor — morador de Vargem Grande, área sob influência do TCP e da milícia — teria sido confundido com um paramilitar por traficantes do CV, hipótese que pode ter motivado a execução.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Na reportagem publicada ontem por nosso site, um morador já havia relatado o agravamento da situação na comunidade. Segundo ele, após um suposto rompimento entre milícia e TCP, a violência teria disparado no Terreirão, com registro de diversas mortes. O cenário que se desenha é o de uma área fragmentada entre diferentes forças criminosas, onde a disputa por território e poder tem ampliado o risco para quem vive ali — e onde, como indica o caso do casal, até uma ida para buscar itens de um chá de bebê pode terminar em morte.


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