Traficantes do CV invadiram casa para roubar armas e executaram ex-PM em meio à guerra com milícia na Zona Sudoeste. Justiça decretou a prisão de 11, entre eles Doca, Gadernal e BMW
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva de 11 suspeitos ligados à facção Comando Vermelho, investigados pelo homicídio de um ex-policial militar com suposta ligação com a milícia. O crime ocorreu em março de 2023, na região de Curicica, em Jacarepaguá, Zona Oeste da capital.
De acordo com os autos do processo, os investigados — conhecidos pelos apelidos Doca, Gadernal, BMW, Preto Fosco, Mandela, GL/Glauber, Pedrinho (ou Gaspar), Surfistinha, DJ/Russinho, Juarez e Janderson — teriam atuado de forma coordenada na ação criminosa.
As investigações apontam que o grupo teria invadido a residência da vítima após obter informações de que o ex-PM mantinha armas de fogo no local. O objetivo inicial seria subtrair esse armamento. Na ação, segundo os autos, a vítima foi intimidada, rendida e colocada sob domínio dos criminosos.
Ainda conforme os relatos reunidos no inquérito, a vítima teria reconhecido um dos suspeitos, identificado como Glauber. A partir disso, ele teria determinado que o ex-PM fosse levado para a localidade conhecida como “AP da Cidade de Deus”, onde a execução teria sido definida.
O inquérito também indica que Juarez, vizinho da vítima, teria facilitado a entrada dos criminosos no imóvel. Já outros investigados, como Preto Fosco, Janderson e Russinho, teriam mantido a vítima sob custódia enquanto aguardavam a autorização para o assassinato.
Segundo a investigação, os apontados como lideranças da facção na região, Doca e Gadernal, teriam autorizado a execução após uma suposta chamada de vídeo realizada por Glauber, na qual teria relatado o reconhecimento por parte da vítima.
A denúncia, baseada nos elementos reunidos no Inquérito Policial nº 901-00250/2023, sustenta que o crime está inserido em um contexto mais amplo de disputa territorial em Jacarepaguá, envolvendo o avanço do tráfico de drogas em áreas anteriormente dominadas por grupos paramilitares.
As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo, garantindo-se aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.




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