Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, conhecido como DA7, cumpria a função de 'carrasco' do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria participado do julgamento da vítima no 'tribunal do crime'.
Maria Eduarda desapareceu no dia 2 de janeiro, mas a Polícia Civil só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. A corporação acredita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV).
O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e responsável pelas investigações, informou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. De acordo com ele, as investigações continuam para localizar o corpo.
➡️Um homem e uma mulher, amigos da vítima estavam em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. No dia seguinte, eles foram até a casa da jovem para descartar os pertences dela. Segundo a Polícia Civil, a ação dificultaria o desdobramento e elucidação do caso.
➡️Um integrante da facção criminosa envolvido na execução de Maria Eduarda.
➡️Um motorista de aplicativo realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O motivo da viagem ainda é investigado.
A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV.
"Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime.
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