sexta-feira, 24 de abril de 2026

SP : 'Carrasco' do PCC é preso por envolvimento na morte de jovem ligada ao CV no Guarujá


Um homem foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, conhecido como DA7, cumpria a função de 'carrasco' do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria participado do julgamento da vítima no 'tribunal do crime'.

Maria Eduarda desapareceu no dia 2 de janeiro, mas a Polícia Civil só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. A corporação acredita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV).

O delegado Thiago Nemi Bonametti, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos e responsável pelas investigações, informou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. De acordo com ele, as investigações continuam para localizar o corpo.

➡️Um homem e uma mulher, amigos da vítima estavam em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. No dia seguinte, eles foram até a casa da jovem para descartar os pertences dela. Segundo a Polícia Civil, a ação dificultaria o desdobramento e elucidação do caso.

➡️Um integrante da facção criminosa envolvido na execução de Maria Eduarda.

➡️Um motorista de aplicativo realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O motivo da viagem ainda é investigado.

 A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV.

"Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime.

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