A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) o cantor MC Ryan SP, que já foi libertado pela Justiça, durante a Operação Narcofluxo, investigação que apura um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com origem no tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, segundo as autoridades.
De acordo com a PF, o volume de entorpecente teria sido a principal base para a movimentação financeira identificada no inquérito, que levou a Justiça Federal, por meio da 5ª Vara de Santos, a determinar o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados. Os valores foram calculados a partir do lucro estimado do tráfico e de relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf).
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas ligadas ao setor musical, além de apostas ilegais e rifas digitais, para ocultar a origem do dinheiro. Após a fase de dissimulação, os recursos eram reinseridos na economia formal por meio da compra de imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros bens de elevado valor.
Segundo a PF, a estrutura criminosa operava com o uso de intermediários e “laranjas”, incluindo familiares, além de transferências societárias e movimentações financeiras complexas, com o objetivo de dificultar o rastreamento dos valores.
O inquérito também cita possíveis conexões com organizações criminosas já investigadas em operações anteriores, como Narco Vela e Narco Bet, que apuraram rotas do tráfico e esquemas de lavagem de dinheiro em larga escala.
A Operação Narcofluxo segue em andamento e não está descartada a realização de novos desdobramentos nos próximos dias, segundo a Polícia Federal.

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