Foi graças a um dos 70 cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC) que a PM encontrou por acaso cerca de 48 toneladas de maconha, escondidas em um galpão aparentemente comum no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A corporação afirma que essa é a maior apreensão de drogas desde a fundação da instituição.
O responsável pelo flagrante foi Huck, um pastor-belga-malinois de 5 anos, nascido e treinado no BAC. A descoberta ocorreu durante uma operação realizada na terça-feira (7) na comunidade da Nova Holanda, sem que o endereço estivesse previamente listado como alvo da ação.
Segundo a Polícia Militar, equipes faziam o patrulhamento de áreas da comunidade quando passaram em frente a um galpão que não chamava atenção nem era o foco da ação. Ao percorrer o entorno, os cães farejadores começaram a sinalizar o local. Huck indicou de forma insistente um ponto específico do depósito, o que levou os policiais a iniciarem o vasculhamento. Dentro do galpão, os agentes encontraram uma cisterna concretada e aparentemente desativada. Ao quebrar a estrutura, foi localizado um bunker improvisado, usado para armazenar a droga. Ali estavam mais de 24,6 mil tabletes de maconha, cada um com cerca de 2 quilos, totalizando quase 48 toneladas do entorpecente.
“O cão é treinado para encontrar droga em qualquer ambiente. Não importa se está enterrada, concretada ou até submersa. Se houver odor, ele vai achar”, explicou o tenente-coronel Luciano Pedro. “Nesse caso, mesmo com a cisterna toda fechada em concreto, Huck conseguiu detectar o cheiro.”


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