Mesmo detido em um presídio no Rio de Janeiro, um apontado líder de organização criminosa continuava dando ordens para o envio de drogas destinadas a Marechal Deodoro, segundo a Polícia Civil de Alagoas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (23), durante a Operação Nêmesis, que resultou na prisão de cinco suspeitos ligados ao grupo criminoso.
De acordo com o delegado Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), o esquema tinha atuação consolidada na região da Praia do Francês e seria ligado à facção Comando Vermelho.
As investigações apontam que o tráfico de drogas era coordenado à distância pelo líder preso no Rio, enquanto integrantes em Alagoas ficavam responsáveis pela distribuição dos entorpecentes e outras atividades criminosas no município.
Segundo a polícia, além do tráfico, o grupo é suspeito de envolvimento em extorsões, porte ilegal de armas e homicídios. Conforme o delegado, vítimas que acumulavam dívidas relacionadas à compra de drogas eram ameaçadas e, em alguns casos, assassinadas.
A operação cumpriu mandados judiciais contra os investigados, sendo sete ordens de prisão e três de busca e apreensão. Cinco pessoas foram presas e duas seguem foragidas.
Apesar de não terem sido apreendidos materiais ilícitos durante as diligências, a polícia informou que o objetivo da ação foi enfraquecer a estrutura da organização criminosa já identificada ao longo das investigações.
As buscas por outros suspeitos continuam, enquanto a apuração avança para aprofundar o alcance da atuação do grupo no litoral sul alagoano.
A Operação Nêmesis foi coordenada pela DRACCO, com apoio de equipes da ROTAM e do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública.


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