quinta-feira, 30 de abril de 2026

CV recorre à milícia: prints revelam pedido de ajuda para invadir áreas do PL e do TCP e ampliar domínio na Zona Oeste do Rio

miliciano André Boto

 Novos prints de conversas divulgados pela Polícia Civil e publicados pela BandNews FM em redes sociais escancaram uma aliança perigosa entre o miliciano André Boto e o traficante Gadernal, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho, em meio à disputa por territórios na Zona Oeste do Rio.

Em um dos trechos mais reveladores, Gadernal pede apoio direto para avançar sobre áreas dominadas pela milícia do PL, sucessora do grupo de Zinho, e também por facção rival:

“Aí homem me deixa forte para montar esse base para mim atacar Antares e 48. Carobinha estou com meus homens parados”.

Antares, em Santa Cruz, e Carobinha, em Campo Grande, são redutos da milícia do PL, enquanto o 48, em Bangu, é área controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A resposta de Boto evidencia o alinhamento imediato entre os dois:

“Vou agitar isso para você. Amanhã vou desenrolar com o amigo lá. Ali é uma reta só”.


Em outro momento, o tom violento da conversa fica ainda mais explícito, quando Boto fala sobre um rival direto da milícia do PL:

“Pegar o Zulu lá e quebrar 80% das pernas dele”.

Zulu é apontado como integrante da milícia do PL, o que reforça o nível de conflito interno e disputa por poder nas regiões dominadas por grupos paramilitares.

Os dois também discutem possíveis invasões em outras áreas. Boto chega a oferecer suporte para uma ofensiva na Vila Sapê, em Curicica:

“Se minha área fosse perto você já estaria lá, Vila Sapê é o maior favelão”.

Na sequência, ele sugere outro ponto estratégico:

“O Catiri é o ideal mesmo”.

Gadernal responde demonstrando facilidade de acesso a outra região:

“O Boqueirão eu consigo, posso entrar a hora que quiser”.

O diálogo também revela pressão de outros grupos armados na região. Ao comentar sobre o Catiri, Boto afirma:

“Os crias da Vila Kennedy não saem de cima”.

Gadernal responde indicando movimentação de aliados:

“Eles vão vir para o Alemão e Penha, mas confia. Quando eu entrar você vai estar acompanhando. Vou precisar da sua ajuda”.

Em um dos trechos mais graves, o traficante revela uma estratégia para tomada de território: usar o nome de milicianos para “limpar” a área e depois entregar ao tráfico. Boto responde sem hesitar:

“Isso é mole”.

Os diálogos também citam Rio das Pedras, em Jacarepaguá, outro alvo do Comando Vermelho:

“Lá só tem bunda rachada”, diz Boto.

“Eles estão esculachando vários moradores”, responde Gadernal.

“Eles sempre fazem isso. O dono de lá é um bunda rachada. Cuzão de primeira”, completa o miliciano.

Por fim, os dois mencionam o histórico de violência no Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Gadernal afirma:

“Teve um mês que teve 40 homicídios”.

Boto relembra um confronto envolvendo o grupo do miliciano Tandera, da Baixada Fluminense, que terminou com cinco mortos e seis feridos.

Para investigadores, os prints reforçam um cenário alarmante: a aproximação entre milicianos e traficantes para coordenar ataques, expandir domínio territorial e intensificar a violência em comunidades da Zona Oeste do Rio.


Sem comentários:

Enviar um comentário

CV recorre à milícia: prints revelam pedido de ajuda para invadir áreas do PL e do TCP e ampliar domínio na Zona Oeste do Rio

miliciano André Boto  Novos prints de conversas divulgados pela Polícia Civil e publicados pela BandNews FM em redes sociais escancaram uma ...