segunda-feira, 16 de março de 2026

Operação Rastreio: polícia mira fraudes bancárias com celulares roubados; funcionárias de lotéricas são investigadas


 A Polícia Civil do RJ iniciou nesta segunda-feira (16) mais uma fase da Operação Rastreio, contra a cadeia criminosa de roubo e furto de celulares e a receptação desses materiais. Desta vez, o alvo é uma quadrilha especializada em fraudes bancárias a partir de telefones roubados — e funcionárias de lotéricas são investigadas.

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) saíram para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Centro, Oswaldo Cruz, Penha, Cachambi, Maria da Graça, Engenho Novo, Ramos, Brás de Pina e Vila Valqueire, além dos municípios de São João de Meriti e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Entre os endereços estão 2 casas lotéricas.


A investigação começou em maio do ano passado, quando 16 pessoas, entre ladrões e receptadores, foram presas, e 200 aparelhos, apreendidos e periciados. Ao extrair os dados desses telefones, a DRCPIM descobriu como era a fraude bancária.

Segundo a delegacia, os estelionatários compravam os aparelhos roubados ou furtados no Mercado Popular da Uruguaiana, no Centro do Rio. Em seguida, eles violavam os dispositivos para acessar aplicativos financeiros das vítimas e realizavam transferências para contas abertas pela quadrilha, criadas com documentos falsos ou em nome de laranjas — quase sempre pessoas em situação de rua.

Por fim, esse valor era retirado nas lotéricas via PIX Saque, o que dificultava o rastreamento do fluxo financeiro. A polícia identificou que muitas vezes as 3 funcionárias investigadas estouravam o limite de R$ 3 mil por transação.

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