domingo, 22 de março de 2026

Isso pode presidente Lula...? Coronel da reserva da PM, denunciado por ligação com a milícia, assume cargo na PortosRio

 


Marcelo Moreira Malheiros assumiu o cargo de assessor técnico da presidência, com salário bruto de quase R$ 17 mil. A nomeação foi assinada pelo presidente da companhia, Flávio Vieira da Silva, aliado político do ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho.

Um coronel da reserva da Polícia Militar, denunciado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) por suspeita de envolvimento com a milícia da Zona Oeste, foi nomeado para um cargo na presidência da PortosRio. A estatal é responsável pela gestão dos portos públicos do estado.

No mês passado, Marcelo Moreira Malheiros assumiu o posto de assessor técnico da presidência, com salário bruto de quase R$ 17 mil.

A PortosRio administra os portos de Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói, Arraial do Cabo e Angra dos Reis.

A nomeação foi assinada pelo presidente da companhia, Flávio Vieira da Silva, aliado político do ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho. Flávio foi secretário de Saúde e secretário da Casa Civil de Belford Roxo, quando Waguinho era prefeito. Atualmente, o ex-prefeito ocupa o cargo de diretor de Relações Institucionais da estatal. Em 2022, Marcelo Malheiros participou das campanhas ao lado de Waguinho.

A investigação do MPRJ que denunciou Malheiros em 2024 revelou que o então coronel da PM protegia e vazava informações para milicianos que atuam na comunidade do Bateau Mouche, em Jacarepaguá. De acordo com os promotores, Malheiros era chamado de “pai” pelos milicianos. Durante a investigação, Malheiros foi exonerado do Segundo Comando de Policiamento, responsável pela Zona Oeste. Os promotores também afirmam que ele chegou a pedir que milicianos enviassem mensagens elogiando sua atuação para “obter apoio político de criminosos” na região. Após a operação e a denúncia do MPRJ, a Justiça determinou o afastamento de Malheiros e de outros 16 investigados de funções públicas. Na decisão, o juiz destacou que os supostos crimes foram praticados em razão da função e da posição hierárquica ocupada pelos acusados. Em agosto do ano passado, a Polícia Militar transferiu o oficial para a reserva, afirmando que a medida ocorreu por tempo de serviço e não estava relacionada à decisão judicial.

O processo que investiga a ligação com a milícia tramita em segredo de Justiça


Nos tempos em que a milícia dominava o Jordão veja quem 'protegia' os milicianos:

Historicamente, a milícia que atuava na região do Morro do Jordão, em Jacarepaguá, esteve ligada a figuras políticas e policiais que exerciam controle territorial e político na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Embora o cenário das milícias seja dinâmico e envolva diversos nomes ao longo das décadas, os registros mais significativos de proteção ou liderança política na área incluem:
  • Luiz André Ferreira da Silva (Deco): Ex-vereador que foi apontado em investigações policiais e pelo Ministério Público como um dos principais chefes da milícia em Jacarepaguá. Deco foi preso sob a acusação de liderar o grupo paramilitar que controlava diversas comunidades da região, incluindo o Morro do Jordão, a Chacrinha e o Campinho.
  • Domingos e Chiquinho Brazão: Mais recentemente, os irmãos Brazão (o conselheiro do TCE Domingos Brazão e o deputado federal Chiquinho Brazão) foram citados em investigações e denúncias da Procuradoria-Geral da República como figuras que exerciam influência e mantinham redutos eleitorais em áreas de milícia em Jacarepaguá, incluindo a Taquara e o Jardim Boiúna, regiões vizinhas ao Jordão.
  • Horácio Souza do Nascimento (Horácio): Embora fosse um ex-policial e não um político de carreira, ele é frequentemente citado como o chefe operacional que comandou a milícia do Jordão, Chacrinha e Bateau Mouche por anos antes de ser assassinado em 2023.

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