domingo, 22 de março de 2026

Conheça os detalhes dos principais braços operacionais armados do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro

 


A "Equipe Zeus" (ou Tropa do Zeus) refere-se ao grupo criminoso liderado por Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido pelos vulgos Zeus ou Da Roça. Ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na Zona Oeste do Rio de Janeiro em março de 2026. 

Perfil e Atuação da Liderança

Origem e Ascensão: Natural de Rondônia, Zeus chegou ao Rio de Janeiro sob a chancela de Fernandinho Beira-Mar, com quem dividiu cela em presídios federais entre 2019 e 2021.

Domínio Territorial: É o atual chefe do tráfico na comunidade da Muzema, no Itanhangá. Ele ganhou prestígio na cúpula do CV após financiar e coordenar a invasão da área, que era historicamente dominada pela milícia.

Alianças Estratégicas: Atua em estreita colaboração com Edgar Alves de Andrade (Doca ou Urso), chefe do Complexo da Penha, integrando o esforço de expansão da facção para a Zona Oeste e região de Rio das Pedras. 

Ações Recentes da "Equipe"

Internacionalização: Em fevereiro de 2026, comunicados atribuídos ao CV indicaram que Zeus assumiu uma liderança estratégica na Bolívia (cidades de Santa Cruz e Trinidad), coordenando o fluxo de drogas e armas para o Brasil.

Modus Operandi: A equipe de Zeus é investigada por utilizar métodos sofisticados, como o uso de taxistas como "carros-fortes" para movimentar grandes quantias de dinheiro vivo (centenas de milhares de reais) sem despertar suspeitas.

Atividades Econômicas: Além do tráfico de drogas, o grupo impõe um sistema de extorsão a moradores e comerciantes, controlando serviços de internet, gás e até a invasão de imóveis na Muzema. 

Atualmente, Zeus é considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil, com mandados de prisão em aberto e suspeitas de estar escondido no Complexo do Alemão, de onde comanda suas tropas à distância. 



A Tropa do Urso é atualmente a ala armada mais poderosa e influente dentro do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Ela é liderada por Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, que é um dos principais chefes da facção em liberdade e integrante do "Conselho" que dita as regras do grupo.

Aqui estão os pontos principais sobre a atuação dessa tropa em 2026:

1. Base de Operações (O Quartel-General)

A Tropa do Urso tem como principal reduto o Complexo da Penha (Vila Cruzeiro e Chatuba). De lá, Doca coordena não apenas o tráfico local, mas também o envio de reforços armados para outras favelas em guerra. O local é considerado um dos pontos mais fortificados do crime organizado no Brasil.

2. O Papel de "Doca" (Urso)

Doca é visto como um "frente de guerra". Ele ganhou enorme prestígio na facção por:

Financiamento de Invasões: Ele investe pesado em armas e soldados para tomar territórios de milicianos e do TCP (Terceiro Comando Puro).

Acolhimento de Refugiados: A Penha tornou-se um esconderijo para lideranças do CV de outros estados (como Pará, Amazonas e estados do Nordeste), consolidando a aliança nacional da facção.

3. Expansão para a Zona Oeste

A Tropa do Urso foi a principal responsável pela ofensiva do CV sobre áreas de Jacarepaguá e Itanhangá (como Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras). Eles utilizam uma estratégia de "guerrilha urbana", alternando ataques rápidos com a ocupação permanente de comunidades que antes eram dominadas pela milícia.

4. Táticas e Armamento

Drones e Tecnologia: Assim como outras alas do CV, a tropa utiliza drones para monitorar a movimentação da polícia e de rivais, além de adaptar esses aparelhos para lançar explosivos.

Poder de Fogo: É conhecida por ostentar fuzis de última geração e utilizar veículos blindados caseiros (os chamados "caveirões do tráfico") em confrontos internos.

5. Relação com a "Equipe Zeus"

Existe uma colaboração direta. Enquanto a Equipe Zeus (de Luiz Carlos Bandeira) foca na operacionalização e logística em locais como a Muzema, a Tropa do Urso fornece o suporte bélico e a autorização da cúpula da Penha para essas investidas.

Tropa do Gardenal e a Equipe Caos são divisões operacionais de elite do Comando Vermelho (CV), cada uma com funções específicas na estratégia de controle territorial e "guerra" da facção no Rio de Janeiro.

Tropa do Gardenal


Esta equipe é liderada por Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como o braço direito e gerente-geral de Doca (Urso) no Complexo da Penha. 

Função: Atua na coordenação da comercialização de drogas e na segurança das comunidades do complexo.

Treinamento: Gardenal é responsável pelo treinamento de novos membros da facção no uso de armas de grosso calibre e táticas de combate.

Perfil: É descrito em investigações do Ministério Público como um executor implacável, com permissão direta do comando para eliminar rivais e punir devedores. 

Equipe Caos


A Equipe Caos é uma unidade de invasão ("puxadores de bonde") focada na retomada e expansão de territórios, especialmente na Zona Oeste e em áreas de disputa com o Terceiro Comando Puro (TCP) e Milícias. 

Histórico e Liderança: Foi liderada por Kaio da Silva Honorato (Kaioba), conhecido por comandar ataques violentos aos morros do Fubá e Campinho. Após a morte de Kaioba em 2025, o grupo continuou ativo sob nova coordenação da cúpula do CV.

Ação Recente (Fevereiro/2026): Em 10 de fevereiro de 2026, o BOPE realizou uma operação na Comunidade Cesar Maia, em Vargem Grande, prendendo cinco homens identificados como integrantes da Equipe Caos que planejavam novas invasões na região.

Estratégia: Diferente das tropas de ocupação, a Equipe Caos é mobilizada para quebrar linhas de defesa inimigas e estabelecer a presença inicial da facção em novos pontos de venda. 

Diferenças no Organograma

Enquanto a Tropa do Gardenal é uma guarda pretoriana e administrativa focada na manutenção do poder no "coração" do CV (Penha), a Equipe Caos funciona como uma força de ataque móvel usada para desestabilizar rivais em áreas periféricas. 


Tropa do Rato é a ala do Comando Vermelho (CV) que domina o tráfico de drogas na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O grupo ganhou notoriedade nacional após um ataque violento à 60ª DP (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025, em uma tentativa frustrada de resgatar seu líder. 

Em março de 2026, os principais detalhes sobre essa "tropa" são:

Liderança e Status Atual

Rodolfo Manhães Viana (Rato): É o chefe supremo da Tropa do Rato. Atualmente, ele está custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), após decisões judiciais de novembro de 2025 que determinaram sua permanência em segurança máxima por pelo menos três anos para evitar novas tentativas de resgate.

Comando à Distância: Apesar da prisão, investigações da Operação Contenção de fevereiro de 2026 indicam que Rato continua exercendo controle sobre a facção na Baixada Fluminense através de ordens enviadas por advogados ou visitantes. 

Área de Atuação e Conflitos

Base Territorial: O reduto principal é a Comunidade Vai Quem Quer. O grupo é conhecido por sua organização militarizada e uso de armamento pesado (fuzis e granadas) para proteger o território.

Disputas no Juramento: Em 2025, integrantes da Tropa do Rato foram mobilizados para apoiar a invasão do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho (Zona Norte), em uma tentativa do CV de retomar o controle da área contra o Terceiro Comando Puro (TCP).

Ação contra Milícias: Em junho de 2025, a tropa realizou ataques ("baques") contra grupos milicianos em Del Castilho, resultando na morte de milicianos e no aumento da tensão na Zona Norte do Rio.

 

Tropa do BMW (também conhecida como Bonde do BMW) refere-se à equipe operacional liderada por Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, vulgo BMW (ou Rex), uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na Zona Oeste do Rio de Janeiro em março de 2026. 
BMW é considerado o braço direito de Edgar Alves de Andrade (Doca ou Urso), o chefe do Complexo da Penha, e desempenha funções cruciais na expansão territorial e no treinamento da facção. 
Atuação e Funções da Tropa (2026)
Gerência Territorial: BMW é o principal articulador do tráfico no Gardênia Azul, em Jacarepaguá, região que era dominada por milicianos e foi tomada pelo CV.
Equipe Sombra: BMW chefia este grupo de elite composto por matadores e torturadores, responsável por execuções e punições brutais (o chamado "Tribunal do Tráfico") em comunidades da Zona Oeste e na Penha.
Treinamento de Soldados: Investigações apontam que ele ministra aulas de tiro com fuzis para adolescentes e novos recrutas na região da Pedreira, no Complexo da Penha.
Logística de Expansão: Sua tropa atua na ofensiva contra milícias em Jacarepaguá e na região de Rio das Pedras, utilizando drones e fuzis de última geração. 
Ocorrências e Status Recentes
Confronto e Fuga: Em março de 2024, o "Bonde do BMW" foi cercado pela PM enquanto se deslocava da Cidade de Deus para reforçar outros pontos de conflito; embora subordinados tenham sido mortos ou presos, BMW conseguiu fugir.
Vídeos de Tortura: Em outubro de 2025, o Ministério Público divulgou vídeos onde a Tropa do BMW aparece aplicando castigos cruéis a moradores e rivais, incluindo o uso de banheiras de gelo e arrastamentos.
 

A Equipe Sombra é considerada o braço mais letal e especializado do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro em 2026. Ela atua como uma unidade de "operações especiais" da facção, focada em execuções, punições internas e missões de alta periculosidade.
Aqui estão os detalhes sobre essa equipe:
1. Liderança e Comando
A equipe é chefiada por Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, o BMW (ou Rex). Ele é o braço direito de Doca (Urso), o chefe do Complexo da Penha. A Equipe Sombra opera sob ordens diretas da cúpula da Penha, funcionando como uma "guarda pretoriana" dos interesses de Doca.
2. Funções Principais ("Tribunal do Tráfico")
Diferente das tropas que fazem a contenção diária das bocas de fumo, a Equipe Sombra é responsável por:
Execuções Estratégicas: Eliminar rivais de outras facções (TCP) ou milicianos que atrapalham a expansão do CV.
Punições Internas: Aplicar castigos em membros da própria facção que desobedecem ordens ou cometem erros graves.
Tortura: Investigações do Ministério Público em 2025 e 2026 revelaram o uso de métodos cruéis, como o "banho de gelo" e sessões de espancamento filmadas para servir de exemplo.
3. Área de Atuação
Embora sua base seja no Complexo da Penha, a Equipe Sombra é deslocada para onde houver conflito de interesse. Recentemente, teve papel fundamental na ocupação do Gardênia Azul e da Muzema, na Zona Oeste, onde atuou "limpando" o território de antigos colaboradores da milícia.
4. Perfil dos Integrantes
Os membros da Equipe Sombra são geralmente criminosos experientes, conhecidos pela frieza e pelo uso de armamento de elite. Eles utilizam táticas de guerrilha urbana e são treinados em "escolas de tiro" dentro das favelas controladas pelo grupo.
Tropa da Gata - Terceiro Comando Puro

A Tropa da Gata no Complexo de São Carlos (Estácio) é associada a Letícia Pedroso, conhecida como a mulher de Walter Caixote 
Aqui estão os pontos atualizados sobre essa tropa e sua conexão com Goiás:
1. A Conexão com Goiás
a tropa liderada pela mulher do Caixote estabeleceu uma ponte logística forte com Goiânia. Investigações apontam que mulheres vindas de Goiás foram integradas ao grupo para atuar na lavagem de dinheiro e no transporte de drogas e armas, aproveitando que despertavam menos suspeita que os homens da facção.
2. Base no Estácio (Complexo de São Carlos)
Sob a influência do TCP, a Tropa da Gata no Estácio funciona como um núcleo de inteligência e apoio:
Monitoramento: Elas coordenam a rede de "olheiros" e "fogueteiros" na região do Rio Comprido e Catumbi.
Gestão Financeira: Letícia é apontada como peça-chave na administração dos lucros das bocas de fumo do São Carlos enquanto Caixote cumpre pena ou atua nos bastidores.
Reduto Estratégico: O Estácio é o "coração" do TCP no Centro, servindo de barreira contra os ataques do Comando Vermelho (CV) vindos do Fallet-Fogueteiro e do Morro da Coroa.
3. Modus Operandi
A tropa é conhecida por ser mais "discreta" operacionalmente que as tropas de invasão (como a Equipe Caos), focando em manter a economia do tráfico girando e garantindo que o armamento pesado esteja sempre pronto para a defesa do território.
 

Tropa do Fluminense (também conhecida como a tropa do Mano Nem) é uma unidade armada do Terceiro Comando Puro (TCP) que atua principalmente na Baixada Fluminense, com forte base em Duque de Caxias. 

Em março de 2026, os principais detalhes sobre este grupo são:

Liderança e Reduto

Mano Nem (ou Fluminense): É o líder apontado por controlar o tráfico em comunidades de Duque de Caxias, como o Corte Oito e arredores. Ele é considerado um dos homens de confiança da cúpula do TCP, mantendo estreita ligação com o Complexo da Maré.

O apelido: O nome "Tropa do Fluminense" deriva do vulgo do chefe, que utiliza a simbologia do clube para identificar seu território e seus soldados, sendo comum a pichação de escudos do time em áreas sob seu domínio. 

Atuação e Estratégia

Braço Armado na Baixada: A tropa funciona como uma força de contenção e ataque contra investidas do Comando Vermelho (CV), que tenta expandir o domínio vindo de favelas vizinhas.

Alianças com Milícias: Assim como outros núcleos do TCP em 2026, a Tropa do Fluminense é investigada por firmar parcerias estratégicas com grupos milicianos para enfrentar o inimigo comum (CV) na Zona Oeste e na Baixada.

Foco Logístico: O grupo é peça-chave no recebimento e distribuição de cargas de fuzis e drogas que chegam por rotas interestaduais, conforme revelado pela Operação Fim da Rota em fevereiro de 2026. 

Conflitos Recentes

Guerra em Niterói: Membros da tropa teriam sido deslocados para apoiar a expansão do TCP em Niterói contra o domínio hegemônico do CV na região, participando de ataques (baques) em comunidades como o Morro do Estado.


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