A "Equipe Zeus" (ou Tropa do Zeus) refere-se ao grupo criminoso liderado por Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, conhecido pelos vulgos Zeus ou Da Roça. Ele é apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na Zona Oeste do Rio de Janeiro em março de 2026.
Perfil e Atuação da Liderança
Origem e Ascensão: Natural de Rondônia, Zeus chegou ao Rio de Janeiro sob a chancela de Fernandinho Beira-Mar, com quem dividiu cela em presídios federais entre 2019 e 2021.
Domínio Territorial: É o atual chefe do tráfico na comunidade da Muzema, no Itanhangá. Ele ganhou prestígio na cúpula do CV após financiar e coordenar a invasão da área, que era historicamente dominada pela milícia.
Alianças Estratégicas: Atua em estreita colaboração com Edgar Alves de Andrade (Doca ou Urso), chefe do Complexo da Penha, integrando o esforço de expansão da facção para a Zona Oeste e região de Rio das Pedras.
Ações Recentes da "Equipe"
Internacionalização: Em fevereiro de 2026, comunicados atribuídos ao CV indicaram que Zeus assumiu uma liderança estratégica na Bolívia (cidades de Santa Cruz e Trinidad), coordenando o fluxo de drogas e armas para o Brasil.
Modus Operandi: A equipe de Zeus é investigada por utilizar métodos sofisticados, como o uso de taxistas como "carros-fortes" para movimentar grandes quantias de dinheiro vivo (centenas de milhares de reais) sem despertar suspeitas.
Atividades Econômicas: Além do tráfico de drogas, o grupo impõe um sistema de extorsão a moradores e comerciantes, controlando serviços de internet, gás e até a invasão de imóveis na Muzema.
Atualmente, Zeus é considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil, com mandados de prisão em aberto e suspeitas de estar escondido no Complexo do Alemão, de onde comanda suas tropas à distância.
A Tropa do Urso é atualmente a ala armada mais poderosa e influente dentro do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro. Ela é liderada por Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, que é um dos principais chefes da facção em liberdade e integrante do "Conselho" que dita as regras do grupo.
Aqui estão os pontos principais sobre a atuação dessa tropa em 2026:
1. Base de Operações (O Quartel-General)
A Tropa do Urso tem como principal reduto o Complexo da Penha (Vila Cruzeiro e Chatuba). De lá, Doca coordena não apenas o tráfico local, mas também o envio de reforços armados para outras favelas em guerra. O local é considerado um dos pontos mais fortificados do crime organizado no Brasil.
2. O Papel de "Doca" (Urso)
Doca é visto como um "frente de guerra". Ele ganhou enorme prestígio na facção por:
Financiamento de Invasões: Ele investe pesado em armas e soldados para tomar territórios de milicianos e do TCP (Terceiro Comando Puro).
Acolhimento de Refugiados: A Penha tornou-se um esconderijo para lideranças do CV de outros estados (como Pará, Amazonas e estados do Nordeste), consolidando a aliança nacional da facção.
3. Expansão para a Zona Oeste
A Tropa do Urso foi a principal responsável pela ofensiva do CV sobre áreas de Jacarepaguá e Itanhangá (como Gardênia Azul, Muzema e Rio das Pedras). Eles utilizam uma estratégia de "guerrilha urbana", alternando ataques rápidos com a ocupação permanente de comunidades que antes eram dominadas pela milícia.
4. Táticas e Armamento
Drones e Tecnologia: Assim como outras alas do CV, a tropa utiliza drones para monitorar a movimentação da polícia e de rivais, além de adaptar esses aparelhos para lançar explosivos.
Poder de Fogo: É conhecida por ostentar fuzis de última geração e utilizar veículos blindados caseiros (os chamados "caveirões do tráfico") em confrontos internos.
5. Relação com a "Equipe Zeus"
Existe uma colaboração direta. Enquanto a Equipe Zeus (de Luiz Carlos Bandeira) foca na operacionalização e logística em locais como a Muzema, a Tropa do Urso fornece o suporte bélico e a autorização da cúpula da Penha para essas investidas.
Tropa do Gardenal e a Equipe Caos são divisões operacionais de elite do Comando Vermelho (CV), cada uma com funções específicas na estratégia de controle territorial e "guerra" da facção no Rio de Janeiro.
Tropa do Gardenal
Esta equipe é liderada por Carlos Costa Neves, o Gardenal, apontado como o braço direito e gerente-geral de Doca (Urso) no Complexo da Penha.
Função: Atua na coordenação da comercialização de drogas e na segurança das comunidades do complexo.
Treinamento: Gardenal é responsável pelo treinamento de novos membros da facção no uso de armas de grosso calibre e táticas de combate.
Perfil: É descrito em investigações do Ministério Público como um executor implacável, com permissão direta do comando para eliminar rivais e punir devedores.
Equipe Caos
A Equipe Caos é uma unidade de invasão ("puxadores de bonde") focada na retomada e expansão de territórios, especialmente na Zona Oeste e em áreas de disputa com o Terceiro Comando Puro (TCP) e Milícias.
Histórico e Liderança: Foi liderada por Kaio da Silva Honorato (Kaioba), conhecido por comandar ataques violentos aos morros do Fubá e Campinho. Após a morte de Kaioba em 2025, o grupo continuou ativo sob nova coordenação da cúpula do CV.
Ação Recente (Fevereiro/2026): Em 10 de fevereiro de 2026, o BOPE realizou uma operação na Comunidade Cesar Maia, em Vargem Grande, prendendo cinco homens identificados como integrantes da Equipe Caos que planejavam novas invasões na região.
Estratégia: Diferente das tropas de ocupação, a Equipe Caos é mobilizada para quebrar linhas de defesa inimigas e estabelecer a presença inicial da facção em novos pontos de venda.
Diferenças no Organograma
Enquanto a Tropa do Gardenal é uma guarda pretoriana e administrativa focada na manutenção do poder no "coração" do CV (Penha), a Equipe Caos funciona como uma força de ataque móvel usada para desestabilizar rivais em áreas periféricas.
Tropa do Rato é a ala do Comando Vermelho (CV) que domina o tráfico de drogas na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O grupo ganhou notoriedade nacional após um ataque violento à 60ª DP (Campos Elíseos) em fevereiro de 2025, em uma tentativa frustrada de resgatar seu líder.
Em março de 2026, os principais detalhes sobre essa "tropa" são:
Liderança e Status Atual
Rodolfo Manhães Viana (Rato): É o chefe supremo da Tropa do Rato. Atualmente, ele está custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), após decisões judiciais de novembro de 2025 que determinaram sua permanência em segurança máxima por pelo menos três anos para evitar novas tentativas de resgate.
Comando à Distância: Apesar da prisão, investigações da Operação Contenção de fevereiro de 2026 indicam que Rato continua exercendo controle sobre a facção na Baixada Fluminense através de ordens enviadas por advogados ou visitantes.
Área de Atuação e Conflitos
Base Territorial: O reduto principal é a Comunidade Vai Quem Quer. O grupo é conhecido por sua organização militarizada e uso de armamento pesado (fuzis e granadas) para proteger o território.
Disputas no Juramento: Em 2025, integrantes da Tropa do Rato foram mobilizados para apoiar a invasão do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho (Zona Norte), em uma tentativa do CV de retomar o controle da área contra o Terceiro Comando Puro (TCP).
Ação contra Milícias: Em junho de 2025, a tropa realizou ataques ("baques") contra grupos milicianos em Del Castilho, resultando na morte de milicianos e no aumento da tensão na Zona Norte do Rio.
Tropa do BMW (também conhecida como Bonde do BMW) refere-se à equipe operacional liderada por Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, vulgo BMW (ou Rex), uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) na Zona Oeste do Rio de Janeiro em março de 2026.
A Equipe Sombra é considerada o braço mais letal e especializado do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro em 2026. Ela atua como uma unidade de "operações especiais" da facção, focada em execuções, punições internas e missões de alta periculosidade.
A Tropa da Gata no Complexo de São Carlos (Estácio) é associada a Letícia Pedroso, conhecida como a mulher de Walter Caixote
Em março de 2026, os principais detalhes sobre este grupo são:
Liderança e Reduto
Mano Nem (ou Fluminense): É o líder apontado por controlar o tráfico em comunidades de Duque de Caxias, como o Corte Oito e arredores. Ele é considerado um dos homens de confiança da cúpula do TCP, mantendo estreita ligação com o Complexo da Maré.
O apelido: O nome "Tropa do Fluminense" deriva do vulgo do chefe, que utiliza a simbologia do clube para identificar seu território e seus soldados, sendo comum a pichação de escudos do time em áreas sob seu domínio.
Atuação e Estratégia
Braço Armado na Baixada: A tropa funciona como uma força de contenção e ataque contra investidas do Comando Vermelho (CV), que tenta expandir o domínio vindo de favelas vizinhas.
Alianças com Milícias: Assim como outros núcleos do TCP em 2026, a Tropa do Fluminense é investigada por firmar parcerias estratégicas com grupos milicianos para enfrentar o inimigo comum (CV) na Zona Oeste e na Baixada.
Foco Logístico: O grupo é peça-chave no recebimento e distribuição de cargas de fuzis e drogas que chegam por rotas interestaduais, conforme revelado pela Operação Fim da Rota em fevereiro de 2026.
Conflitos Recentes
Guerra em Niterói: Membros da tropa teriam sido deslocados para apoiar a expansão do TCP em Niterói contra o domínio hegemônico do CV na região, participando de ataques (baques) em comunidades como o Morro do Estado.




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