A compra de uma fazenda por Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do pó”, passou a integrar a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de bets clandestinas.
Segundo a apuração da Operação Resina Oculta, a empresária e influenciadora amazonense é apontada como peça de um esquema nacional de circulação de recursos ilícitos. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (19), com mandados de prisão e de busca, além de bloqueio de contas.
De acordo com a investigação, a movimentação financeira atribuída ao grupo incluía empresas de fachada, “laranjas” e plataformas ilegais de apostas para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento do dinheiro. A polícia também apura repasses para uma loja de calçados ligada à investigada ao longo de 2025. Segundo a PCDF, a compra da fazenda está entre os bens analisados no inquérito patrimonial aberto contra os alvos da operação.
Mirian já havia sido presa em segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde, Goiás, durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060.
Segundo os investigadores, ela estava em um veículo que atuaria como “batedor”, enquanto outro carro transportava 29,7 quilos de skunk.
A Operação Resina Oculta teve início em quinta-feira, 9 de outubro de 2025, após a apreensão de 47,4 quilos de haxixe e 877 gramas de skunk no Riacho Fundo, no DF.
Nesta fase, a polícia cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, 9 mandados de prisão, bloqueou contas de 50 empresas e 12 pessoas físicas e fixou limite de até R$ 15 milhões por alvo.







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