domingo, 29 de março de 2026

Brasileiro do Rio de Janeiro é sequestrado na África do Sul após falsa promessa de emprego

 


Família de carioca vive drama há 40 dias; vítima conseguiu ser libertada pela polícia local, mas ainda tenta voltar ao Brasil

A família de um brasileiro vive há mais de 40 dias um drama após o jovem viajar para a África do Sul atraído por uma falsa proposta de emprego e acabar sequestrado. O caso é investigado como possível esquema de tráfico humano e extorsão internacional.

Joan Vittor da Silva, de 27 anos, morador do Rio de Janeiro, embarcou no dia 8 de fevereiro após negociar uma vaga em uma construtora, por meio de um intermediário. Ele chegou a iniciar o trabalho no país africano, mas parou de fazer contato com a família dias depois.

O desaparecimento ganhou contornos ainda mais graves quando a mãe do jovem recebeu uma ligação de um homem, dizendo que Joan estava preso, e ainda exigia o pagamento de milhares de dólares para sua liberação, sob a justificativa de cobrir despesas com alimentação.

Durante uma chamada de vídeo, o brasileiro apareceu ao lado de outras pessoas em um local semelhante a uma prisão, mas foi impedido de falar. Segundo familiares, ele ficou dias sem comer e sem condições básicas de higiene. A família acredita que Joan foi vítima de um golpe articulado por criminosos que se aproveitaram de um momento de vulnerabilidade. No fim do ano passado, ele havia perdido a casa onde morava com a esposa e os três filhos em um incêndio.

“O desespero foi grande. Apareceu essa proposta de trabalho fora do país e ele foi em busca de uma vida melhor”, relatou um parente.

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como tentativa de estelionato e extorsão internacional. Os familiares também procuraram o consulado da África do Sul para tentar localizar o brasileiro.

Dias depois, a família recebeu a notícia de que Joan havia sido libertado por autoridades sul-africanas. Ele estaria entre um grupo de pessoas resgatadas do local onde era mantido em cárcere.

Apesar da libertação, a família ainda aguarda o retorno do jovem ao Brasil. “Só vou ficar bem quando ele estiver aqui. Preciso abraçar meu filho”, disse a mãe do jovem.


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