O jogo on-line Roblox está no centro de uma investigação no Rio de Janeiro após denúncias de que ambientes virtuais acessados por crianças estariam expondo menores a conteúdos inadequados.
A apuração envolve espaços criados dentro da plataforma, onde usuários podem criar cenários e interagir em tempo real. Na plataforma, o acesso é permitido para crianças e adolescentes, com recomendação de acompanhamento dos pais para menores de 13 anos. Na prática, porém, esse controle nem sempre acontece.
Segundo a investigação, alguns espaços apresentados como adequados para todos os públicos escondem linguagem adulta, gestos sensuais e referências explícitas, criando um ambiente propício para a atuação de predadores on-line, que podem se aproximar de crianças e iniciar conversas privadas.
O risco ganhou repercussão após a influenciadora digital Karolyne Duarte relatar nas redes sociais um episódio envolvendo a filha, ainda criança. A menina teria usado, dentro do jogo, a expressão “job”, uma gíria associada à prostituição.
Ao investigar o conteúdo acessado pela filha, Karolyne encontrou ambientes que simulam festas conhecidas como “bailes”, com músicas, danças e interações consideradas inadequadas para o público infantil. Um dos ambientes citados é o chamado “Baile do Urso”, que simula um baile funk. As imagens mostram personagens com roupas sensuais, linguagem adulta, troca de dinheiro virtual e até bonecos armados, tudo acessível com poucos cliques dentro do jogo. O caso levou a Polícia Civil do Rio de Janeiro a investigar possível exposição de menores a conteúdos impróprios, além de aliciamento on-line.


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